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Necromante - Aprendiz #14

CAPÍTULO 13

CAPÍTULO 14
  • Sente-se, espere aqui, eu vou acender algum fogo, tire suas roupas para se secar mais rápido… 
  • Pai… Obrigado… Eu achei que era o meu fim…
  • Está tudo bem agora. Está tudo bem. Vamos focar em sobreviver essa noite aqui no meio do nada, depois voltamos para a vila e estaremos seguros.
  • Parecia que não havia opção… Mas ele abriu os meus olhos e eu consegui me salvar…
  • Ele ? Quem é ele ?- A expressão de Tite se fechou um pouco.
  • Nós chamamos de a floresta… Mas acho que é um homem, em algum lugar…
  • Acho melhor você não dar ouvidos para essa coisa.
  • Essa coisa me salvou hoje.
Tite suspirou um pouco enquanto se levantava após descer Stix.
  • Vou buscar uns gravetos, volto logo.
O sol já começara a se esconder, o horizonte estava alaranjado e o tempo entrava no crepúsculo, Tite se afastava de Stix murmurando alguma coisa e ocasionalmente pegando pedaços de madeira, grama seca e pedras no chão. Stix permaneceu sentado, encostado em uma árvore, estava num lugar elevado em relação aos rios , ainda respirando num tom descontrolado, com um olhar vazio no rosto, seu corpo devia exalar o medo.
Obrigado por reconhecer minha ajuda… É o maior reconhecimento que tive, em tempos. Não que eu tenha feito muito.
Stix não respondeu a voz na sua cabeça, apenas assentiu, seu corpo estava gelado e os efeitos da adrenalina começavam a passar,  sendo substituídos pelo frio e o sentimento de estar sozinho na mata. Seus dentes começaram a ranger, ele removeu o arco e o colocou ao seu lado, puxou com a mão sua camisa, e enquanto a arrancava do corpo, se lembrou de Manma e como ela enxugava as roupas, ele parou e entrou de volta na camisa, tentou empurrar a água para fora das roupas, sentiu a água se mexer mas não funcionou, se concentrou mais em imaginar a água sendo repelida pelas suas mãos, na segunda tentativa a roupa foi se secando e a água espirrando para fora. Depois olhou para a madeira fincada na perna, colocou a mão e tentou mexer de leve, sentindo uma dor intensa recuou.
Eu não faria isso se fosse você… Espere ter fogo, para fechar essa ferida…
O rapaz procedeu repelindo a água para fora das roupas, com cuidado evitando mexer no toco em sua perna, logo estava seco e encolhido perto da árvore, seu corpo inteiro ainda tremia.
Um tempo se passou com o rapaz encolhido, finalmente começava a se sentir mais aquecido, quando começou a ouvir um barulho, folhas secas quebrando a distância, Stix virou o rosto devagar e viu algo com escamas verdes, manchada com bolas pretas se arrastando por entre a vegetação, Stix imediatamente se lembrou de Johan falando “a caça é um momento perigoso, uma hora você está caçando, mas se parecer só e indefeso, logo você se torna a presa”. O rapaz começou a se levantar lentamente, olhando para todos os lados, tentando seguir o rastro do réptil, enquanto olhava percebeu o pau que havia atirado para Tite no rio e o agarrou, era melhor que nada para uma arma, pelo menos tinha uma ponta afiada. Logo o som do arrastamento parou, Stix olhou na direção que ouviu o último craquelar e não viu nada, olhou para o outro lado e lá estava, a distancia de uns 4 braços, uma cabeça triangular, larga, com olhos pretos, olhando atentamente para o rapaz.
Stix virou o corpo devagar, para ficar de frente a cabeça que o observava, prostrou o galho a frente, de maneira que poderia balança-lo na direção do animal caso fosse preciso e começou a sentir seu corpo entorpecendo, seus braços ficaram duros assim como suas pernas, o rapaz ficou assustado com como seu corpo reagia, não sabia se conseguiria se mexer quando fosse preciso. Como se percebesse isso a grande cobra deu o bote, o braço de Stix moveu o galho para frente e suas pernas o fizeram pular para o lado de fora do corpo da cobra, o galho desapareceu de suas mãos e ele ouviu a madeira estilhaçando.   Stix olhou para o lugar que o vulto tinha pulado e viu o réptil, se preparando para fazer a curva, para um possível novo ataque, seu corpo era longo e a cauda ainda estava próxima os pés do rapaz, ele começou a dar passos pequenos para longe da cobra, mas ela não parecia querer deixar sua presa escapar, logo estava deslizando com velocidade na direção de Stix, que se mexia com cuidado devido a sua perna machucada, Stix ouviu um barulho de coisas sendo derrubadas no chão, a cobra se arremessou e quando o rapaz viu os dentes afiados rentes ao seu rosto, três espinhos brancos desviaram a sua trajetória, arremessando-a e finalmente prendendo aquela cabeça triangular no meio do tronco de uma árvore.
  • PARA LONGE DO MEU GAROTO, BESTA!
Com a tensão desarmada, Stix sentiu uma grande dor na cabeça, ele olhou para a cabeça da grande cobra vazando líquidos através do ferro branco, as orelhas e a boca, o corpo se contorcia inteiro enquanto a vida se esvaía do animal.
  • Está bem filho ? Não podemos, parar por um momento… Ela deve ter vindo com a barriga da água, essas cobras gigantes vivem nos rios…
  • Eu… Eu não sabia que era tão perigoso, viver na pesca…
  • Na maior parte das vezes é tranquilo… Mas às vezes essas coisas acontecem… Tem gente que nunca passou por isso… A floresta não é segura a noite. - Tite olhou para o rosto assombrado de seu filho - Vamos, vamos fazer uma fogueira, aqui está bom, o corpo da cobra vai afastar outras bestas… Vamos voltar amanhã.
Tite apoiou o filho para perto da onde ele havia deixado o arco, voltou para pegar as coisas que deixou cair no chão, gravetos, pedras e mato, montou um círculo com as pedras e colocou gravetos e mato seco no meio. Tite olhou para o filho, ele parecia estar olhando para o além, olhou para baixo e com um movimento repeliu a água para fora dos gravetos e mato, para que o fogo pegasse mais fácil, rolou um graveto no mato até que começou a sair uma fumacinha, ele protegeu com as mãos e soprou até um fogo fraco começar a surgir. Eventualmente a fogueira estava acesa e quente. Stix, se movimentou para perto da fogueira e ficou se esquentando ali, Tite esperou um pouco e depois falou.
  • Me desculpe filho, mas isso vai doer.
Ele pegou um pedaço de galho maior, que já estava incandescente, puxou o toco para fora da perna de Stix e encaixou o galho incandescente no buraco que ficou, o rapaz abriu a boca para gritar, mas ela foi tapada por uma mão grande de dedos grossos.
  • Quieto filho, não pode gritar agora.
Os olhos de Stix começaram a se fechar e o corpo dele ficou pesado. Depois de um tempo Tite removeu o galho quente, deixando uma pele queimada no local.
No dia seguinte Stix acordou, com uma sensação estranha na perna, como se não sentisse aquela parte, a fogueira estava acesa com algum peixes grelhando em gravetos, Tite estava sentado do lado com uma expressão pior do que a natural.
  • Já acordou filho…? - ele olhou para baixo - Desculpe por ontem… Estava ficando… amarelado em volta, quando isso acontece, não é bom… Tive que te proteger…
  • Não sinto nada ali… Obrigado, eu acho… Você me salvou pai, várias vezes, até agora… AInda não estava pronto pra… Ir. - Stix olhou para o corpo da cobra - Nunca vi nada como isso… Esses monstros são… Assustadores.
  • Pra quem está de mãos vazias, certamente.
  • Bem, você acabou com ela e agora, vai acabar com minha fome também! Porque não pegou pedaços da cobra?
  • Vai saber se isso aí dá pra comer, veneno não tem eu acho, mas essas bestas são coisa ruim.
  • Podíamos levar para vila…
  • Filho você não pode nada, hoje vamos apenas voltar para a segurança… É nosso único objetivo.
  • Tá bom…
Os dois foram comendo os peixes, Tite terminou mais rápido que Stix e foi pegar sua lança,  bolsa de pescaria e o arco de Stix, o rapaz ficou contemplando o fogo depois de terminar de comer.
  • Vamos, Stix.
O garoto se levantou lentamente, a sua perna machucada estava meio boba mas operacional, Tite entregou o arco a Stix, e ambos começaram a voltar para o caminho geralmente usado pelos pescadores. Na metade do caminho foram encontrados por um grupo maior de pescadores.
  • Estão aqui! Venham cá! Avisem os outros!
  • Misso é você? Nos ajude aqui por favor - Falou Tite, com uma voz semi-alta.
Misso era o aprendiz de Pretu, um dos pescadores mais antigos da vila, logo todos os pescadores estavam ali, após conversar com Tite, Pretu e outros pescadores subiram para onde os dois haviam passado a noite. O aprendiz escorou Stix e o ajudou a voltar para vila, os três foram voltando a um passo lento, mas certeiro. Logo estariam em segurança.


CAP 15




Animes Dai
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